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Conhecimento do perfil comportamental como fator de criação de ambientes saudáveis

Muitas organizações deparam-se com conflitos laborais todos os dias, decorrentes de comportamentos e atitudes dissonantes e disfuncionais. O cenário atual revelou o quanto é importante e prioritário conhecer e entender de perfil comportamental dentro das organizações.

O psicólogo de Harvard Dr. William Moulton Marston criou a metodologia DISC para realizar a análise de perfil comportamental, na qual desenvolveu uma teoria de que os indivíduos tendem a desenvolver um autoconceito baseado em um dos quatro fatores – Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade.

Conhecer o perfil comportamental do indivíduo que se pretende recrutar, selecionar e até promover, conjugada com a sua maneira de agir e interagir com o ambiente, apresenta-nos tendências e padrões de personalidade comuns ao seu perfil comportamental utilizando os 4 perfis DISC.

Cada pessoa é única, tem talentos próprios e que precisam estar alinhados aos exigidos pela organização, e, igualmente, estará nas mãos do seu líder reconhecer quais são para melhor alinhá-los aos resultados esperados. É importante conhecer os motivadores, valores, comportamentos e habilidades das pessoas, de forma a diminuir demissões por motivos relacionados: atitude, temperamento, falta de “garra” ou por problemas de relacionamento interpessoal.

Quando o líder ou gestor percebe as necessidades e o perfil de cada um dos seus liderados, ele tem a chave do sucesso para condução da sua equipe. Este conhecimento permite alinhar comportamentos à cultura da instituição, alinhar os objetivos e a comunicação. Ou seja, inicia-se a criação de oportunidades da promoção e abertura da comunicação entre pares, redução do turnover ou rotatividade, alinhamento de propósitos individuais ao corporativo. Os gestores que assumirem este papel conseguem rapidamente identificar os pontos fortes e oportunidades de melhoria das suas equipes e, consequentemente, gerar resultados positivos para a organização.

Segundo Leandro Moreira, “depois que você inspira e ensina, tudo o que faz transforma o ambiente e as pessoas de maneira positiva e crescente”.  Ou seja, o líder precisa fazer perguntas certas, como forma de melhor desenvolver o seu liderado. No trabalho com pessoas, é fundamental desenvolver o autoconhecimento e uma comunicação não violenta como forma de criação de ambiente de trabalho congruente e alinhado ao fit cultural.

Paula de Paula da Silva
Mentora e Consultora Integral Sistêmico, Treinadora e Analista de Perfil Comportamental

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Inteligência Emocional em tempos de crise

Saber controlar nossos sentimentos em momentos difíceis é uma árdua tarefa. É claro que todos passamos por dificuldades todos os dias, ou em certas fases da vida, enfrentando as dores que fazem parte da nossa existência. No entanto, ocasionalmente, há aqueles períodos mais longos de luto e reclusão, como este em que vivemos agora, no qual a angústia e o medo vigoram. 

Nestes tempos que temos que ficar e trabalhar em casa e nos resta apenas observar o mundo pela janela e pelas telas que dominaram o nosso cotidiano, cada vez mais, nos sentimos sozinhos, presos, limitados. A cabeça que não se ocupa com a agitação com que a maioria de nós está acostumado, com milhares de sons que percorrem pelas ruas e corredores, vira lar de sentimentos vazios, pesados e negativos.

A angústia, a ansiedade, o medo, a privação, tudo isso consome e corrompe nossas emoções. Por vezes, é quase inevitável nos encontrarmos apreensivos, nervosos, e isso pode acarretar uma série de problemas mais sérios, como sintomas relacionados à depressão. 

Em momentos como este, equilibrar e saber controlar as nossas emoções é crucial para nos mantermos saudáveis, o que chamamos de Inteligência Emocional. Segundo a especialista em Desenvolvimento Humano e Psicologia Positiva, Jane Rocha, Inteligência Emocional é a “capacidade de administrar as próprias emoções, bem como de decifrar as emoções do outro por empatia, compreendendo as razões pelas quais agem de determinada maneira”. 

Sendo assim, pessoas emocionalmente inteligentes conseguem suportar melhor essa explosão de sentimentos em momentos de crise, tendo como ponto forte o equilíbrio. Ou seja, elas se permitem sentir tudo ― sentimentos positivos e negativos ―, mas sabem dosar a intensidade de cada uma dessas emoções, nada é de mais nem de menos. Elas são estáveis emocional e psicologicamente e têm autocontrole pleno, o que colabora positivamente em todas as outras áreas das suas vidas: vão bem no trabalho, têm relacionamentos saudáveis e desfrutam de saúde. 

Jane destaca, ainda, que, para desenvolver e dominar a Inteligência Emocional ― que não é uma tarefa tão simples quanto parece ―, há uma série de competências, ou dicas, que podem ser seguidas. Entre elas, podemos destacar:

  1. Autoconsciência
  2. Autodomínio
  3. Empatia
  4. Saiba lidar com o estresse
  5. Tenha fé

Além desses pontos, podemos acrescentar aqui o sentimento de merecimento, defendido pelo Dr. Paulo Vieira. Acreditar na sua capacidade, olhar para dentro de si e ter plena certeza e confiança de falar “Eu mereço ser feliz. Eu mereço tudo o que eu tenho. Eu mereço tudo o que eu quero conquistar”. Desse modo, podemos mudar nossas crenças e iniciar um processo de mudança libertadora em nossas vidas. 

Momentos difíceis sempre vão existir, em todas as áreas da vida. Mas, se soubermos olhar para nós mesmos, para nosso interior, se percebermos o que sentimos e controlarmos as nossas emoções na medida certa, se tivermos desenvolvido a nossa inteligência emocional, vamos enfrentar essas crises com muito mais facilidade e seguir em frente.

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Graduação é commodity. Pós-Graduação é diferencial competitivo

Você sabe o que é Lifelong Learning? Basta uma “googlada” para entender a definição do conceito de aprendizado ao longo da vida. Se o acesso à informação, ao conhecimento, está na palma da mão, o desenvolvimento de aptidões cognitivas e não cognitivas depende da disposição para se capacitar sempre.

Com a velocidade das transformações digitais, a necessidade de educação contínua se torna mais urgente. Ciente disso, muitos profissionais estão buscando atividades para desenvolver as habilidades ocupacionais, chamadas de hard skills, e as comportamentais, conhecidas como soft skills.

Para as antigas gerações, bastava um diploma para iniciar a construção de uma única carreira sólida, por toda a vida. Hoje, com a democratização do acesso ao ensino superior, concluir a graduação é um mero rito de passagem e os profissionais contemporâneos precisam se qualificar para as novas exigências do mercado.

Para os profissionais de RH e recrutadores, a qualificação se traduz em certificados de cursos de Pós-Graduação. Para quem busca uma carreira acadêmica, voltada para o ensino e pesquisa, as modalidades stricto sensu – mestrado e doutorado – são recomendadas. No entanto, para quem almeja a inserção rápida no mercado de trabalho e o desenvolvimento profissional constante, as especializações classificadas como lato sensu, são as ideais.

“Tão logo recebo um currículo, uma das primeiras coisas que olho é a formação e se o profissional tem ou não Pós-Graduação. É compreensível não ter uma Pós quando se é recém-formado, mas até recém-formados estão “emendando” suas graduações com um curso que os torne especialistas, de preferência, nas áreas de atuação profissional. A especialização é algo necessário quando se fala de empregabilidade e perícia. Ela é que direciona a área de atuação específica do profissional. A escolha do local onde se estuda também nos diz muito acerca do valor que o candidato dá para os estudos. Ter uma especialização hoje é condição sine qua non para qualquer profissional de sucesso!”

Karla Ribeiro, Gerente de RH da Febracis.

A tendência pela modalidade lato sensu reflete em pesquisa recente do Instituto Semesp, que destaca um aumento de 74% no número de matrículas em cursos de especialização nos últimos três anos, com o triplo de estudantes se comparado ao mestrado e doutorado. Entre as vantagens da opção por um curso de especialização estão: a maior flexibilidade para conciliar trabalho com estudos; a possibilidade de Networking, estabelecendo rede de contatos e troca de experiências profissionais entre alunos e professores; e o potencial de empregabilidade.

Isso é importante, pois profissionais e estudantes são os agentes mais atingidos pelo momento de profundas e aceleradas transformações que a sociedade global vivencia. Nunca foi tão importante promover uma expansão permanente dos estudos como agora. Aqueles que desejam alcançar o sucesso no século XXI têm que estar sempre disponíveis a aprender.

Anteriormente, grande parte das atividades profissionais exigiam apenas um conhecimento prévio, que era básico e engessado. Com exceção de alguns profissionais como docentes, advogados, engenheiros e médicos, o que foi ensinado e estabelecido como procedimento nas décadas anteriores, era seguido assertivamente e não mudava de forma alguma. Isso fez com que grande parte dos trabalhadores não acompanhassem as mudanças ocorridas com a tecnologia.

Parando para pensar, há 15 ou 20 anos, seria possível uma realidade com cirurgias realiza- das por robôs? Carros, caminhões e ônibus sem motoristas? Supermercados sem caixas humanos? Seria normal ver grandes empresas com centenas e milhares de trabalhadores em home office?

Não é difícil perceber que a tecnologia transformou a comunicação, a saúde, a educação e o mercado de trabalho. A partir dos anos 50, o mundo adotou a terceira revolução industrial, a era que iniciou a inserção do desenvolvimento tecnológico como peça fundamental na transição entre analógico e digital, e essa transformação foi tão rápida que logo se falava sobre a próxima, a quarta revolução industrial ou Indústria 4.0.

O termo Indústria 4.0 foi criado por Klaus Schwab (diretor e fundador do Fórum Econômico Mundial). Na prática, é a operação que tomou como base a implantação dos complexos maquinários informatizados durante a terceira revolução industrial para estabelecer um novo avanço na relação entre trabalho e tecnologia, com sistemas que combinam máquinas e processos digitais visando a automação total. Muitos especialistas compreendem esse movimento como uma possível substituição de diversos postos de trabalho por máquinas controladas com inteligência artificial.

Conceitualmente, inteligência artificial (I.A.) é uma área multidisciplinar da ciência focada no desenvolvimento de uma mentalidade informatizada que suporte um conjunto complexo de processos simultâneos, algo parecido com o cérebro humano, que dá a dispositivos eletrônicos a possibilidade de planejar e executar ações sem necessidade de interferência do homem.

Com o desenvolvimento dessa fase de grandes mudanças, fica o questionamento: como os profissionais vão enfrentar essa revolução?

Segundo números divulgados pelo IBGE, no primeiro trimestre de 2020, o Brasil registrou uma taxa de desemprego de 12,2%, isto representa 12,9 milhões de pessoas desempregadas, número superior à população total da cidade com o maior número de habitantes da nação, São Paulo.

Uma das instituições mais respeitadas do país, a Fundação Getúlio Vargas, por meio do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), realizou um estudo que projeta uma grande alta na taxa de desemprego em 2020, com possibilidade desta encerrar o ano batendo os 17,8%. O mesmo estudo sinalizou que a massa salarial deverá ficar 3,2% abaixo do menor índice já registrado em toda série histórica.

Utilizando dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) contínua realizada pelo IBGE, a consultoria iDados compilou números preocupantes. Profissionais com graduação demoram, em média, 16,8 meses para conseguir recolocação no mercado de trabalho, isso significa que o graduado fica quase 1 ano e meio em busca de um novo espaço no mercado.

Os motivos para a alta do desemprego não se baseiam apenas na crise econômica causada pela pandemia mundial do corona vírus. As mudanças da quarta revolução industrial também influenciam fortemente nas grandes economias do mundo, principalmente nos mercados em que os profissionais não estão capacitados para cumprir às novas demandas de trabalho.

A Neurociência é uma área que tem gerado uma grande procura por profissionais qualificados e está completamente integrada ao desenvolvimento das novas tecnologias da quarta revolução industrial. Ela é importante pois estuda novas áreas do cérebro e do sistema nervoso, responsáveis por muitas funções do corpo, entre elas, o comportamento humano e o aprendizado. Com esse conhecimento, pode-se trabalhar em novos setores como o neurobusiness, o neuromarketing e a alta performance.

O Porto Digital do Recife é um exemplo de demanda ociosa por profissionais. O mais importante parque digital urbano do Brasil, abriu mil vagas no segundo semestre  de 2019 com salários iniciais que variavam entre R$2.500 e R$3.000. A instituição chegou a receber mais de cinco mil currículos, mas dois mil foram descartados logo de início por falta de formação e os candidatos restantes não conseguiram sequer atingir as exigências mínimas das empresas.

ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE – 30 NOV 2017

Um estudo realizado em 2017, pela consultoria internacional McKinsey analisou 800 profissões em 46 países e estima que a inteligência artificial e o maquinário digital ocuparão até 800 milhões de vagas em todo o mundo. Para efeito de comparação, o número é 3 vezes maior que a população total do Brasil. No país, as vagas ocupadas por robôs poderão chegar a 15% de sua totalidade.

“O conforto de não agir certo e na hora certa logo se tornará uma prisão de muros altos.

Trecho do livro “O Poder da Ação“ (2015).

A edição de 2020 do Fórum Econômico Mundial de Davos trouxe a discussão para a pauta dos grandes empreendedores e investidores. Jack Ma, fundador da gigante chinesa Alibaba, acredita que com a quarta revolução industrial, as máquinas combinadas com a inteligência artificial, substituirão facilmente os trabalhadores que se conformaram com a educação oferecida no sistema de educação tradicional.

O bilionário chinês afirmou ainda, que a melhor forma de se preparar para as revoluções futuras é focar em uma transformação completa no mercado educacional, abandonando o sistema que privilegia o desenvolvimento das hard skills, habilidades técnicas facilmente aprendidas pelas máquinas, para investir em um novo modelo, que ajuda no progresso das chamadas soft skills, que são competências comportamentais únicas dos seres humanos. O empresário lembrou ainda a importância do Lifelong Learning, que é a prática do aprendizado constante e permanente.

Como empreendedor que começou do zero e fundou um império que atualmente concorre com a gigante americana Amazon, Jack sabe reconhecer habilidades  inovadoras, que serão objeto de muita procura no futuro. Acompanhando os três termos explanados por ele, muitos podem imaginar que não há ligação entre eles. Indo de encontro a esse pensamento está uma nova área do conhecimento, chamada inteligência emocional, que é a base para o desenvolvimento correto das hard e soft skills e para a aplicação do processo de Lifelong Learning.

ÉPOCA NEGÓCIOS ONLINE – 24 JAN 2018

O termo Inteligência Emocional ficou conhecido a partir do trabalho do PhD Daniel Goleman, reconhecido mundialmente como “pai” desta nova área do conhecimento. Em 1995, Daniel publicou o livro “Inteligência Emocional”, uma obra totalmente voltada para o tema e que rapidamente desencadeou uma série de mudanças na educação e transformou o mundo dos negócios.

Um exemplo desse impacto recente na educação  aconteceu  na  Harvard  University.  No rol das instituições de educação superior mais reconhecidas do mundo, a universidade lançou um curso de curta duração sobre Psicologia Positiva. Esse é um dos mais recentes e bem sucedidos campos de estudo das ciências humanas, seu foco é no acompanhamento e na potencialização da felicidade e da qualidade de vida dos indivíduos, visando um aumento da performance profissional e a construção de relações com ganhos mútuos. Como resultado, pesquisas recentes já estudam o impacto qualitativo da reprodução de emoções positivas na saúde, na educação e até para aqueles que desejam vender mais.

Com essa mudança recente em diversos setores, executivos das maiores empresas do mundo estão procurando atividades e cursos que ajudem a identificar e desenvolver as soft skills e outros conceitos da inteligência emocional. Instituições inovadoras que trabalham com potencialização dessas novas áreas, como a Singularity University, a Febracis e a Hyper Island estão observando um crescimento exponencial do número de alunos.

Como visto, os principais líderes do mercado já identificaram que o desenvolvimento conjunto das competências técnicas e comportamentais com a ajuda de instituições de ensino que desenvolvam a inteligência emocional e a prática do aprendizado eterno compõem o segredo para aqueles que desejam fincar uma posição de destaque no mercado de trabalho.

A grande questão do tema é que o sistema de educação atual, do ensino infantil até a graduação, não mudou sua estrutura principal para acompanhar o desenvolvimento conjunto de tais habilidades, deixando grande parte dos profissionais formados desassistidos. Para atender esta necessidade, instituições famosas pela promoção do estudo da inteligência emocional decidiram lançar cursos de Pós- Graduação, unindo a capacitação técnica com as novas competências comportamentais exigidas nos principais processos seletivos.

Como é possível perceber, o ato de buscar uma especialização é sinônimo de diferenciação no mercado de trabalho e uma aplicação prática do conceito de aprendizagem eterna defendido pelo lifelong learning. E os resultados são imediatos. Segundo pesquisa realizada pelo Semesp, a renda média mensal de um estudante da Pós-Graduação é quase 5 vezes o salário mínimo nacional.

Segundo o Semesp (2019):

Os alunos que frequentam cursos de especialização de nível superior possuem rendimento médio mensal em torno de 4,6 mil reais. O valor é 150% maior do que a média de rendimento daqueles que fazem cursos de graduação.

RENDIMENTOS DOS ALUNOS BRASIL 2019 EM REAIS (Gráfico: Instituto Semesp)

O aumento da renda mensal é um ganho, mas é a curto prazo, apegar-se somente a ele alavanca o risco de tornar-se um profissional ultrapassado, que não conseguirá atender às demandas do mercado. Por isso, é importante relembrar o que foi defendido pelo bilionário Jack Ma e outros líderes no fórum econômico mundial sobre a importância da educação voltada para elementos da inteligência emocional e a necessidade de desenvolvê-los a todo tempo, inclusive na Pós-Graduação.

O Fórum Mundial Econômico também divulgou uma lista das soft skills mais importantes, entre as quais está a Gestão de Pessoas. Essa habilidade é essencial para qualquer empreendimento que deseja ter sucesso e principalmente para os profissionais que que- rem liderar times, pois o líder que possui esta habilidade desenvolvida consegue estabelecer relacionamentos sólidos e potencializar características positivas em todos com quem tem contato, tanto nos vínculos profissionais como nos pessoais.

Como visto, os desafios para os profissionais contemporâneos só aumentam, mas junto deles crescem, também, as oportunidades. Profissionais preparados são aqueles que acreditam no potencial das novas descobertas e buscam a todo momento aprender com e como elas podem contribuir no seu desenvolvimento pessoal e profissional. A tecnologia, a inteligência artificial e o maquinário digital impactarão sim no mercado de trabalho, mudando setores e até excluindo profissões. Entretanto, surgirão também novas áreas de atuação e novas possibilidades para empreender, mas só aqueles que buscam mudar e reaprender hoje, ocuparão os novos cargos e aproveitarão as novas oportunidades amanhã.

Investir em uma especialização  é  essencial para quem se preocupa com o futuro e busca alinhamento com as demandas do mercado de trabalho. É um diferencial que pode garantir a sustentabilidade da carreira e certifica a disposição para desenvolver novas competências.

“Saiba transformar suas experiências em práticas gerenciais que ajudarão a superar as próximas intempéries. E assim, dia após dia, vencer seus medos até chegar à terra firme.”

Trecho do livro “Demita seu chefe e vá empreender“ (2019).

Paulo Vieira
Autor do livro “O Poder da Ação”
paulovieira@febracis.com.br

Inácio Feitosa
Autor do livro “Demita seu chefe e vá empreender”
direcao@faculdadefebracis.edu.br

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Ter coragem de ser Eu!

Quem eu sou? Quais são as minhas características? Quais as minhas emoções? Qual é o meu propósito? Quais são as minhas crenças ou verdades? O que me define? Qual é o meu porquê? São tantos os questionamentos quando desconhecemos a nossa identidade, o nosso verdadeiro eu.

Falar sobre autoconhecimento é permitir fazer uma imersão interna, fazer uma análise swot para identificar quais são os pontos fortes, os pontos de melhoria, as oportunidades e as ameaças que podem surgir frente ao total desconhecido. Buscar fortalecer as nossas competências emocionais pessoais e sociais auxilia de forma positiva na tomada de decisão.

Segundo Daniel Goleman, “o quociente intelectual determina apenas 20% do sucesso de um indivíduo, os restantes 80% são provenientes do quociente emocional”. Ou seja, o indivíduo precisa saber identificar as suas emoções, pois são elas que norteiam o seu comportamento de excelência, no sentido de que são capazes de determinar comportamentos que estão na base de tomadas de decisões conscientes.

Um elevado quociente intelectual, as chamadas hard skills, não garantem o sucesso em todas as áreas da vida do indivíduo, pois diferentes tipos de emoções liberam hormônios diferentes que podem alterar as nossas respostas a determinados estímulos.

Ter coragem de ser quem somos nem sempre é fácil. É preciso identificar quais são os nossos sabotadores internos e desenvolver um plano de ação estratégico com metas smart (específicas, mensuráveis, alcançáveis, realistas e que tenham um prazo) para superá-los.

O autor Sri Prem Baba diz que “ao reconhecermos nossa verdadeira identidade, nos tornamos livres para ser quem somos”. Quando existe o desconhecimento de nós mesmos, damos lugar ao entendimento da nossa realidade conforme exigência dos outros e vivemos para ter aceitação ou agradar a terceiros. Ou seja, passamos a viver com máscaras e criando diversas estratégias de defesa, desenvolvemos atitudes disfuncionais e dissonantes.

É preciso assumir e fortalecer a nossa identidade por meio de um processo de autodesenvolvimento e identificação do perfil comportamental. Desta forma, saber quem sou é apenas o primeiro passo para uma jornada em torno da trilha do sucesso, com tomada de decisões conscientes, claras, e, assim, criar oportunidades para desenvolver novas competências e aprender a flexibilizar o comportamento em busca de um resultado de alta performance. A autora Brené Brown define espetacularmente este ponto quando diz que “quem somos importa infinitamente mais do que o que sabemos ou queremos ser”. Atingir todos esses passos é possível com um mentor de desenvolvimento para orientar a analisar as 11 áreas da sua vida.

Paula de Paula da Silva
Mentora e Consultora Integral Sistêmico, Treinadora e Analista de Perfil Comportamental

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A prática da cultura da autorresponsabilidade

O cenário atual evidencia cada vez mais o desenvolvimento de habilidades centradas no indivíduo e na evolução da inteligência emocional de todos os participantes que definem o clima da organização. 

As organizações, por regra, alimentam a sua estrutura através dos princípios definidos na lei geral do trabalho, na qual retrata deveres e direitos tanto do empregador como do empregado, e estes, por sua vez, passam a ser veiculados nos códigos deontológicos e regulamentos internos, no sentido de existir equidade no ambiente de trabalho. Entendamos que o termo deontologia  “trata da teoria do dever no que respeita à moral, conjunto de deveres que impõe  a certos profissionais o cumprimento da sua função”, definição encontrada no dicionário de língua portuguesa da Texto Editores.

O indivíduo passa a cumprir o seu dever dentro da organização quando é dotado do princípio da autorresponsabilidade, que, segundo definição do escritor Paulo Vieira, “a crença de que você é o único responsável pela vida que tem levado, sendo assim, é o único que pode mudá-la”.  Em suma, o indivíduo assume-se autorresponsável pelo seu resultado e cria uma oportunidade de transformação interna com impacto no ambiente externo, no clima organizacional. A prática da autorresponsabilidade nas organizações passa a ser uma alavanca impulsionadora para o aumento do bem-estar, do engajamento e da produtividade.

Paulo Vieira, no seu livro “O Poder da Autorresponsabilidade”, define seis leis para a conquista da alta performance:

  1. Se é para criticar, cale-se;
  2. Se é para reclamar, dê sugestão;
  3. Se é para buscar culpados, busque a solução;
  4. Se é para se fazer de vítima, faça-se vencedor;
  5. Se é para justificar seus erros, aprenda com eles;
  6. Se é para julgar as pessoas, julgue apenas suas atitudes e comportamentos.

Partindo desse princípio, os deveres e direitos dentro das organizações passam a ser aplicados dentro da deontologia profissional, eliminando ambientes de trabalho nocivos e tóxicos. O indivíduo passa a identificar estratégias adaptativas com base nas seis leis da autorresponsabilidade, que o tornam mais focado no novo processo de entender os desafios da organização em um ambiente cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo.

Para trazer consciência ao que terminou de ler, responda às perguntas que se seguem: como você se comporta quando comete algum erro? Quais atitudes você toma? Qual é a sua postura diante de um problema gerado por um colega?

Paula de Paula da Silva, 
Mentora e Consultora Integral Sistêmico, Treinadora e Analista de Perfil Comportamental

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O que Paula de Paula, aluna da Faculdade Febracis, pode nos ensinar sobre o sucesso.

De Angola para o mundo: conheça Paula Cristina de Paula da Silva, aluna da Faculdade Febracis e profissional com mais de 16 anos de experiência em desenvolvimento humano, com foco nas áreas de Gestão de Recursos Humanos, Gestão de Risco e Análise Econômicas e Financeiras. 

Em 2016, Paula enfrentou sua pior fase: tornou-se viúva. Com duas lindas filhas para cuidar e vendo sua vida mudar completamente, Paula se encontrou em um cenário trágico. Mas não se deixou abalar completamente e, após enfrentar o luto do cônjuge, decidiu mudar de vida: emergiu pelo universo do autoconhecimento, buscando ferramentas de alta performance para alcançar outro patamar de vida. Depois de muitos desafios enfrentados, agora, vive a sua melhor versão. Em conversa, nossa aluna fala que hoje em dia aguarda sempre “o melhor que ainda está por vir”, parafraseando nosso presidente, o PhD. Paulo Vieira.

Como você encontrou a Febracis e a Faculdade da Inteligência Emocional?

“Meu primeiro contato com a matéria Recursos Humanos, foi no Mestrado, tive acadeira ministrada pelo Professor e Dr. Hidalberto Chiavenato; muito tempo depois abracei o desafio por 7 anos e meio como Diretora da Direção de Recursos Humanos de uma Instituiçao Financeira Bancária em Luanda, Angola, e fiz igualmente algumas certificações na área de Recursos Humanos. Uma amiga com espírito de luz apresentou-me a Febracis em 2019, unidade de Luanda, e hoje sou Golden Belt. Mas, em Janeiro deste ano, estive no Brasil, para fazer o Método CIS 212 presencial, na cidade do Rio de Janeiro, e em São Paulo fazer o curso Orientação Vocacional ministrada pelo Deibson Silva, no final do curso fez um pitch de venda dos cursos da Faculdade Febracis. Já existia em mim o desejo de cursar Recursos Humanos, mas nesta minha viagem pelo Brasil fiz o investimento em duas pós-graduações da Faculdade Febracis: Especialização em Gestão de Pessoas: Liderança, Inovação e Mercado e a Especialização em Neurociência e Performance Humana. Neste momento estou cursando as duas
especializações online. Fiz igualmente o Jogo de Gente Grande online e o Jeito de Viver em familia também online.”


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Explore novas possibilidades e mergulhe com sua empresa na Estratégia do Oceano Azul.

“A única maneira de vencer a concorrência é parar de tentar vencer a concorrência.”

W. Chan Kim, autor do livro A Estratégia do Oceano Azul

Você entende como, em um curto período de tempo na história, vários novos setores do mercado foram descobertos e explorados de maneira assertiva? Da aviação civil à internet, como essas novas indústrias são descobertas?

A resposta para tudo isso está na Estratégia do Oceano Azul. Após intensa pesquisa, com mais de 150 cases de sucesso mundiais, W. Chan Kim entendeu que existia algo em comum entre elas e, em 2005, lançou o livro que viria a ser rapidamente um best seller mundial:  A Estratégia no Oceano Azul.

Resumidamente, a Estratégia fala que, para empresas crescerem de maneira extraordinária, elas precisam esquecer a concorrência intensa e desbravar espaços inexplorados do mercado, os chamados “oceanos azuis”.

Exercício

Agora é com você: leia a lista de empresas abaixo e escreva nos comentários por que você acha que essas empresas navegam no oceano azul!

  • Netflix
  • Havaianas
  • Tesla
  • Uber

Se você ficou interessado em alavancar seus negócios com essa estratégia sem igual, matricule-se já em nossa certificação profissional: https://conteudo.faculdadefebracis.edu.bra-estrategia-do-oceano-azul/

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Inclua o Branding em suas estratégias de comunicação e veja sua marca ganhar vida!

Você sabia que, assim como o marketing, o branding também é um modelo de gestão que constrói o valor da marca, impulsiona vendas, trabalha com ganho de mercado e afins? Quem trabalha com essas ferramentas de comunicação, a médio e longo prazo, terá uma marca forte e elaborada para se destacar com facilidade no mercado.

É muito comum o branding estar nas  empresas como uma parte estratégica.Porém, reforçando o que já foi dito,ele é um modelo de gestão que trabalha em parceria com o Marketing.

Quando o cliente-alvo consome um produto ou serviço, leva em consideração vários fatores além do preço. Considera suas impressões pessoais sobre o que a marca prega e faz, como ter foco na sustentabilidade, participar de ações sociais, e afins: isso é Branding!

Lembre-se: Branding não é um logotipo, não é identidade visual e não é o que você pensa sobre sua marca, mas o que os outros entendem sobre ela. 

“A sua marca é o que as pessoas falam de você quando você não está na sala”

Jeff Bezos – CEO da Amazon

DICA CORINGA

Aqui estão algumas sugestões de livros e filmes para você imergir nesse universo extraordinário durante o feriado!

LIVROSFILMES
Brandsense: Segredos Sensoriais por trás das coisas que compramosLivro por Martin LindstromFome de Poder (2016)
Gestão de Marcas em Mercados B2B Livro por Philip KotlerA Grande Aposta (2015)
A lógica do Consumo: Verdades e Mentiras Sobre por que CompramosLivro por Martin LindstromComo o Cérebro Cria (2019)

Quer saber mais sobre o assunto e ainda ganhar certificado? Matricule-se agora em nossa CP em Personal Branding – Conceito e Construção da Sua Marca Pessoal clicando no link:
https://conteudo.faculdadefebracis.edu.brpersonal-branding-conceito-e-construcao-da-sua-marca-pessoal/

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Mindfulness: autonomia emocional e alta performance.

De início, Mindfulness pode parecer uma expressão complicada. Muitas pessoas, quando a escutam pela primeira vez, têm pelo menos uma dessas três perguntas:

“O que é mindfulness?

“É meditação?”

“É ficar em silêncio?”

Pode parecer algo distante do seu cotidiano, mas, acredite, já é possível ouvir falar da expressão em rodas de conversas corporativas no trabalho ou em grupos focados em bem-estar emocional!

Por isso, vamos explicar como essa prática cientificamente comprovada funciona, e como você pode aplicá-la na sua vida.

Pegue um papel e responda essa pequena tabela:

TABELA DE AUTONOMIA EMOCIONAL
Quem está no comando da minha vida? Eu ou a minha mente?
Eu deixo que os sentimentos negativos (pânico, ansiedade, insegurança, tristeza) tenham comando sobre as minhas decisões?
Eu tenho uma pressa exagerada por algo que ainda nem aconteceu?

Se duas respostas ou mais forem negativas, aconselhamos você a se matricular em nossa certificação profissional em Introdução ao Mindfulness e conhecer mais sobre si mesmo e viver com profundidade o significado de Mindfulness, “estado mental alcançado quando se foca a consciência no momento presente, enquanto calmamente se reconhece e aceita seus sentimentos, pensamentos e sensações corporais”.

Através da atenção plena proposital, você consegue deixar de lado as distrações, pensamentos externos e acalmar o seu cérebro para poder sentir e verdadeiramente viver o presente!

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Persuasão e mercado de trabalho: dicas chave para você engatar suas vendas de vez.

Para impulsionar as vendas do seu negócio a primeira coisa que você deve rever são seus Motivadores de Compra. Reúna a sua equipe faça um check list com essas perguntas:

1) Porque os meus clientes compram?

2) Eu converso com o meu target sobre o que ele realmente quer e no momento certo?

3) Qual o real motivo da compra do meu cliente? (O cliente não compra somente por causa de preço. Existem vários motivos por trás dele: qualidade, segurança, oportunidade, status.)

4) O cliente está comprando o meu produto pelo motivo dele, ou pelo meu?

5) Como sua empresa sara dores e tem o remédio correto para o problema do seu cliente? Sendo o target empresa ou pessoa física.

6) O cliente comprou o seu produto ou serviço. E agora? Qual a sua resposta de reciprocidade para fidelizá-lo? (Promoções exclusivas, e-mail personalizado, brinde, um produto gratuito, uma participação em uma convenção, uma ferramenta de conteúdo…)


Muito cuidado com as palavras e expressões que você usa! Elas podem abrir ou fechar caminhos das etapas de venda. Reunimos uma rede semântica para você não errar mais: 


PALAVRAS-CHAVE

Que facilitam a sua vendaQue dificultam a sua venda
CONFIANÇAEU ACHO
SOLUÇÃOTALVEZ
TRANQUILIDADEQUEM SABE
PROMISSORPODE SER
FACILIDADEIMPRECISO
SEGURANÇACONFUSO