A prática da cultura da autorresponsabilidade

O cenário atual evidencia cada vez mais o desenvolvimento de habilidades centradas no indivíduo e na evolução da inteligência emocional de todos os participantes que definem o clima da organização. 

As organizações, por regra, alimentam a sua estrutura através dos princípios definidos na lei geral do trabalho, na qual retrata deveres e direitos tanto do empregador como do empregado, e estes, por sua vez, passam a ser veiculados nos códigos deontológicos e regulamentos internos, no sentido de existir equidade no ambiente de trabalho. Entendamos que o termo deontologia  “trata da teoria do dever no que respeita à moral, conjunto de deveres que impõe  a certos profissionais o cumprimento da sua função”, definição encontrada no dicionário de língua portuguesa da Texto Editores.

O indivíduo passa a cumprir o seu dever dentro da organização quando é dotado do princípio da autorresponsabilidade, que, segundo definição do escritor Paulo Vieira, “a crença de que você é o único responsável pela vida que tem levado, sendo assim, é o único que pode mudá-la”.  Em suma, o indivíduo assume-se autorresponsável pelo seu resultado e cria uma oportunidade de transformação interna com impacto no ambiente externo, no clima organizacional. A prática da autorresponsabilidade nas organizações passa a ser uma alavanca impulsionadora para o aumento do bem-estar, do engajamento e da produtividade.

Paulo Vieira, no seu livro “O Poder da Autorresponsabilidade”, define seis leis para a conquista da alta performance:

  1. Se é para criticar, cale-se;
  2. Se é para reclamar, dê sugestão;
  3. Se é para buscar culpados, busque a solução;
  4. Se é para se fazer de vítima, faça-se vencedor;
  5. Se é para justificar seus erros, aprenda com eles;
  6. Se é para julgar as pessoas, julgue apenas suas atitudes e comportamentos.

Partindo desse princípio, os deveres e direitos dentro das organizações passam a ser aplicados dentro da deontologia profissional, eliminando ambientes de trabalho nocivos e tóxicos. O indivíduo passa a identificar estratégias adaptativas com base nas seis leis da autorresponsabilidade, que o tornam mais focado no novo processo de entender os desafios da organização em um ambiente cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo.

Para trazer consciência ao que terminou de ler, responda às perguntas que se seguem: como você se comporta quando comete algum erro? Quais atitudes você toma? Qual é a sua postura diante de um problema gerado por um colega?

Paula de Paula da Silva, 
Mentora e Consultora Integral Sistêmico, Treinadora e Analista de Perfil Comportamental