Publicado em Deixe um comentário

Conhecimento do perfil comportamental como fator de criação de ambientes saudáveis

Muitas organizações deparam-se com conflitos laborais todos os dias, decorrentes de comportamentos e atitudes dissonantes e disfuncionais. O cenário atual revelou o quanto é importante e prioritário conhecer e entender de perfil comportamental dentro das organizações.

O psicólogo de Harvard Dr. William Moulton Marston criou a metodologia DISC para realizar a análise de perfil comportamental, na qual desenvolveu uma teoria de que os indivíduos tendem a desenvolver um autoconceito baseado em um dos quatro fatores – Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade.

Conhecer o perfil comportamental do indivíduo que se pretende recrutar, selecionar e até promover, conjugada com a sua maneira de agir e interagir com o ambiente, apresenta-nos tendências e padrões de personalidade comuns ao seu perfil comportamental utilizando os 4 perfis DISC.

Cada pessoa é única, tem talentos próprios e que precisam estar alinhados aos exigidos pela organização, e, igualmente, estará nas mãos do seu líder reconhecer quais são para melhor alinhá-los aos resultados esperados. É importante conhecer os motivadores, valores, comportamentos e habilidades das pessoas, de forma a diminuir demissões por motivos relacionados: atitude, temperamento, falta de “garra” ou por problemas de relacionamento interpessoal.

Quando o líder ou gestor percebe as necessidades e o perfil de cada um dos seus liderados, ele tem a chave do sucesso para condução da sua equipe. Este conhecimento permite alinhar comportamentos à cultura da instituição, alinhar os objetivos e a comunicação. Ou seja, inicia-se a criação de oportunidades da promoção e abertura da comunicação entre pares, redução do turnover ou rotatividade, alinhamento de propósitos individuais ao corporativo. Os gestores que assumirem este papel conseguem rapidamente identificar os pontos fortes e oportunidades de melhoria das suas equipes e, consequentemente, gerar resultados positivos para a organização.

Segundo Leandro Moreira, “depois que você inspira e ensina, tudo o que faz transforma o ambiente e as pessoas de maneira positiva e crescente”.  Ou seja, o líder precisa fazer perguntas certas, como forma de melhor desenvolver o seu liderado. No trabalho com pessoas, é fundamental desenvolver o autoconhecimento e uma comunicação não violenta como forma de criação de ambiente de trabalho congruente e alinhado ao fit cultural.

Paula de Paula da Silva
Mentora e Consultora Integral Sistêmico, Treinadora e Analista de Perfil Comportamental

Publicado em Deixe um comentário

Inteligência Emocional em tempos de crise

Saber controlar nossos sentimentos em momentos difíceis é uma árdua tarefa. É claro que todos passamos por dificuldades todos os dias, ou em certas fases da vida, enfrentando as dores que fazem parte da nossa existência. No entanto, ocasionalmente, há aqueles períodos mais longos de luto e reclusão, como este em que vivemos agora, no qual a angústia e o medo vigoram. 

Nestes tempos que temos que ficar e trabalhar em casa e nos resta apenas observar o mundo pela janela e pelas telas que dominaram o nosso cotidiano, cada vez mais, nos sentimos sozinhos, presos, limitados. A cabeça que não se ocupa com a agitação com que a maioria de nós está acostumado, com milhares de sons que percorrem pelas ruas e corredores, vira lar de sentimentos vazios, pesados e negativos.

A angústia, a ansiedade, o medo, a privação, tudo isso consome e corrompe nossas emoções. Por vezes, é quase inevitável nos encontrarmos apreensivos, nervosos, e isso pode acarretar uma série de problemas mais sérios, como sintomas relacionados à depressão. 

Em momentos como este, equilibrar e saber controlar as nossas emoções é crucial para nos mantermos saudáveis, o que chamamos de Inteligência Emocional. Segundo a especialista em Desenvolvimento Humano e Psicologia Positiva, Jane Rocha, Inteligência Emocional é a “capacidade de administrar as próprias emoções, bem como de decifrar as emoções do outro por empatia, compreendendo as razões pelas quais agem de determinada maneira”. 

Sendo assim, pessoas emocionalmente inteligentes conseguem suportar melhor essa explosão de sentimentos em momentos de crise, tendo como ponto forte o equilíbrio. Ou seja, elas se permitem sentir tudo ― sentimentos positivos e negativos ―, mas sabem dosar a intensidade de cada uma dessas emoções, nada é de mais nem de menos. Elas são estáveis emocional e psicologicamente e têm autocontrole pleno, o que colabora positivamente em todas as outras áreas das suas vidas: vão bem no trabalho, têm relacionamentos saudáveis e desfrutam de saúde. 

Jane destaca, ainda, que, para desenvolver e dominar a Inteligência Emocional ― que não é uma tarefa tão simples quanto parece ―, há uma série de competências, ou dicas, que podem ser seguidas. Entre elas, podemos destacar:

  1. Autoconsciência
  2. Autodomínio
  3. Empatia
  4. Saiba lidar com o estresse
  5. Tenha fé

Além desses pontos, podemos acrescentar aqui o sentimento de merecimento, defendido pelo Dr. Paulo Vieira. Acreditar na sua capacidade, olhar para dentro de si e ter plena certeza e confiança de falar “Eu mereço ser feliz. Eu mereço tudo o que eu tenho. Eu mereço tudo o que eu quero conquistar”. Desse modo, podemos mudar nossas crenças e iniciar um processo de mudança libertadora em nossas vidas. 

Momentos difíceis sempre vão existir, em todas as áreas da vida. Mas, se soubermos olhar para nós mesmos, para nosso interior, se percebermos o que sentimos e controlarmos as nossas emoções na medida certa, se tivermos desenvolvido a nossa inteligência emocional, vamos enfrentar essas crises com muito mais facilidade e seguir em frente.