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Ter coragem de ser Eu!

Quem eu sou? Quais são as minhas características? Quais as minhas emoções? Qual é o meu propósito? Quais são as minhas crenças ou verdades? O que me define? Qual é o meu porquê? São tantos os questionamentos quando desconhecemos a nossa identidade, o nosso verdadeiro eu.

Falar sobre autoconhecimento é permitir fazer uma imersão interna, fazer uma análise swot para identificar quais são os pontos fortes, os pontos de melhoria, as oportunidades e as ameaças que podem surgir frente ao total desconhecido. Buscar fortalecer as nossas competências emocionais pessoais e sociais auxilia de forma positiva na tomada de decisão.

Segundo Daniel Goleman, “o quociente intelectual determina apenas 20% do sucesso de um indivíduo, os restantes 80% são provenientes do quociente emocional”. Ou seja, o indivíduo precisa saber identificar as suas emoções, pois são elas que norteiam o seu comportamento de excelência, no sentido de que são capazes de determinar comportamentos que estão na base de tomadas de decisões conscientes.

Um elevado quociente intelectual, as chamadas hard skills, não garantem o sucesso em todas as áreas da vida do indivíduo, pois diferentes tipos de emoções liberam hormônios diferentes que podem alterar as nossas respostas a determinados estímulos.

Ter coragem de ser quem somos nem sempre é fácil. É preciso identificar quais são os nossos sabotadores internos e desenvolver um plano de ação estratégico com metas smart (específicas, mensuráveis, alcançáveis, realistas e que tenham um prazo) para superá-los.

O autor Sri Prem Baba diz que “ao reconhecermos nossa verdadeira identidade, nos tornamos livres para ser quem somos”. Quando existe o desconhecimento de nós mesmos, damos lugar ao entendimento da nossa realidade conforme exigência dos outros e vivemos para ter aceitação ou agradar a terceiros. Ou seja, passamos a viver com máscaras e criando diversas estratégias de defesa, desenvolvemos atitudes disfuncionais e dissonantes.

É preciso assumir e fortalecer a nossa identidade por meio de um processo de autodesenvolvimento e identificação do perfil comportamental. Desta forma, saber quem sou é apenas o primeiro passo para uma jornada em torno da trilha do sucesso, com tomada de decisões conscientes, claras, e, assim, criar oportunidades para desenvolver novas competências e aprender a flexibilizar o comportamento em busca de um resultado de alta performance. A autora Brené Brown define espetacularmente este ponto quando diz que “quem somos importa infinitamente mais do que o que sabemos ou queremos ser”. Atingir todos esses passos é possível com um mentor de desenvolvimento para orientar a analisar as 11 áreas da sua vida.

Paula de Paula da Silva
Mentora e Consultora Integral Sistêmico, Treinadora e Analista de Perfil Comportamental

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A prática da cultura da autorresponsabilidade

O cenário atual evidencia cada vez mais o desenvolvimento de habilidades centradas no indivíduo e na evolução da inteligência emocional de todos os participantes que definem o clima da organização. 

As organizações, por regra, alimentam a sua estrutura através dos princípios definidos na lei geral do trabalho, na qual retrata deveres e direitos tanto do empregador como do empregado, e estes, por sua vez, passam a ser veiculados nos códigos deontológicos e regulamentos internos, no sentido de existir equidade no ambiente de trabalho. Entendamos que o termo deontologia  “trata da teoria do dever no que respeita à moral, conjunto de deveres que impõe  a certos profissionais o cumprimento da sua função”, definição encontrada no dicionário de língua portuguesa da Texto Editores.

O indivíduo passa a cumprir o seu dever dentro da organização quando é dotado do princípio da autorresponsabilidade, que, segundo definição do escritor Paulo Vieira, “a crença de que você é o único responsável pela vida que tem levado, sendo assim, é o único que pode mudá-la”.  Em suma, o indivíduo assume-se autorresponsável pelo seu resultado e cria uma oportunidade de transformação interna com impacto no ambiente externo, no clima organizacional. A prática da autorresponsabilidade nas organizações passa a ser uma alavanca impulsionadora para o aumento do bem-estar, do engajamento e da produtividade.

Paulo Vieira, no seu livro “O Poder da Autorresponsabilidade”, define seis leis para a conquista da alta performance:

  1. Se é para criticar, cale-se;
  2. Se é para reclamar, dê sugestão;
  3. Se é para buscar culpados, busque a solução;
  4. Se é para se fazer de vítima, faça-se vencedor;
  5. Se é para justificar seus erros, aprenda com eles;
  6. Se é para julgar as pessoas, julgue apenas suas atitudes e comportamentos.

Partindo desse princípio, os deveres e direitos dentro das organizações passam a ser aplicados dentro da deontologia profissional, eliminando ambientes de trabalho nocivos e tóxicos. O indivíduo passa a identificar estratégias adaptativas com base nas seis leis da autorresponsabilidade, que o tornam mais focado no novo processo de entender os desafios da organização em um ambiente cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo.

Para trazer consciência ao que terminou de ler, responda às perguntas que se seguem: como você se comporta quando comete algum erro? Quais atitudes você toma? Qual é a sua postura diante de um problema gerado por um colega?

Paula de Paula da Silva, 
Mentora e Consultora Integral Sistêmico, Treinadora e Analista de Perfil Comportamental